quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Justiça mantém inserções de Fátima livres

Natal não é um cenário de televisão, ilha da fantasia ou brinquedo de celebridades. É uma cidade complexa, com grandes desafios. Por isso, vai precisar de uma Prefeita determinada, que não renuncie às responsabilidades. Fátima tem a coragem, a seriedade e a competência para construir, com a força do seu voto, a Natal do Futuro.”


Este é o trecho da inserção da propaganda política de Fátima Bezerra, falado pelo prefeito Carlos Eduardo, que os adversários queriam impedir de ser veiculado na televisão. A juíza eleitoral Martha Danyelle, no entanto, decidiu, nesta terça-feira (23), manter a propaganda, e justifica:

"Analisando-se o conteúdo da fala do Prefeito de Natal, que apóia a candidata Fátima Bezerra à sucessão municipal, evidencia-se I) que a mensagem aborda as qualidades que precisa possuir o administrador municipal; II) a informação de que administrar uma cidade é uma tarefa complexa que não se assemelha a brinquedo ou fantasia; III) que a propaganda enquadra-se dentro do jogo político-eleitoral.

Desse modo, não houve qualquer degradação ou ridicularização à candidata-representante, que se tenha destacado do exame superficial próprio desta fase, para vedar nova exibição, exigindo-se o contraditório para conhecimento dos argumentos de defesa, a fim de propiciar o julgamento de mérito."


VERDADE - A mesma juíza eleitoral Martha Danyelle também decidiu, nesta terça-feira (23), pela manutenção de trecho do programa eleitoral de Fátima Bezerra na televisão, no qual ela fala sobre sua falta de convivência com as câmeras de TV, mas sua capacidade para administrar a cidade.

O texto que gerou pedido de liminar pelos adversários de Fátima é o seguinte:
"Vocês sabem que eu fico pouco à vontade na televisão. É porque, ao contrário dos profissionais de TV, eu sou meio tímida, não sei fingir. Sei apresentar meu trabalho, minhas propostas e sei que vocês têm consciência do mais importante: uma prefeita precisa mais do que saber falar. Ela precisa saber fazer."


Martha Danyelle concluiu que ao analisar o conteúdo da fala da candidata e a imagem, "evidencia-se que I) não há o emprego de qualquer truque; II) o teor da comunicação da candidata com o eleitor trata do reconhecimento de suas limitações, o que é humano e natural."

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